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N o Brasil, a atual cidade de Viamão foi o primeiro grande núcleo de povoamento do estado do Rio Grande do Sul, dando assim origem a diversas cidades, inclusive a capital Porto Alegre, distante pouco mais de 20 km.
Ao lado, o Brasão do município de Viamão e logo abaixo, a bandeira. Figurando entre os 17 municípios gaúchos com mais de cem mil habitantes, Viamão com uma população de pouco mais de 250 mil pessoas, foi a cidade que mais aumentou o PIB em 2002, com uma expansão acima de 20%. Este resultado é mais do que o dobro do obtido pelo segundo colocado, Santa Cruz do Sul, que cresceu 9%. A façanha se repete também nos últimos cinco anos: Viamão se expandiu cerca de 128%.

Resumo Cronológico
00/00/1730 - Primeiros colonizadores
00/00/1741 - Inicio da construção da igreja Matriz
14/09/1741 - Fundação de viamão
00/00/1752 - Imigrantes açorianos chegam a Viamão
00/00/1763 - Viamão capital do estado do RS
00/00/1767 - Erguida a pedra fundamental da Igreja matriz
06/04/1770 - Primeira missa na Igreja pelo Padre José Malta
00/00/1773 - Porto dos Casais (Porto Alegre) Torna-se capital do RS
00/07/1938 - A Igreja da Matriz é tombada pelo Serviço do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional
A Sósia Revolucionária da Capital
Ser uma cidade-dormitório nunca foi a vocação de Viamão. O município viveu tempos de glória como Capital. No século 18, a ameaça de invasão castelhana manteve no futuro município a sede administrativa do governo durante quase 10 anos. quase um século depois, a história de repetiu. Os lideres da Revolução Farroupilha escolheram a Capela de Viamão para fundar a Vila Setembrina, uma espécie de sócia revolucionária da Porto Alegre legalista.
Chefiando exércitos espanhóis, Pedro Cevallos tomou a freguesia de Rio Grande - sede da capitania - no dia 12 de maio de 1763. Depois de tentar governar de São José do Norte, o comandante Inácio Elói de Madureira transferiu a administração para Viamão. Os açorianos estavam se estabelecendo no Porto dos Casais, quando Viamão transformou-se na segunda sede da Capitania. O ato foi oficializado em 16 de junho de 1764.

A atual Igreja de Viamão começou como capela na cidade que por duas vezes esteve no centro dos acontecimentos do Estado, antes de ser absorvida definitivamente pela força de sua vizinha Porto Alegre
Por quase uma década, o povoado se desenvolveu sob a sombra de Portugal. Assim podia ter continuado, não fosse o desejo de um novo governante. Nomeado em 1769, o coronel José Marcelino de Figueiredo se apaixonou por Viamão, mas acabou se casando com Porto dos Casais. Foi para lá que ele resolveu transferir a capital em 1773.
Viamão ficou abandonada e o Porto de Itapuã perdeu importância para o "Porto Alegre" de Nossa Senhora Madre de Deus. Em 1809, a segunda freguesia da Capitania foi absorvida pela atual Capital gaúcha. Foi preciso uma revolução para que a antiga capital voltasse com tudo ao cenário político. Em 1838, Bento Gonçalves da Silva e Domingos José de Anchieta criaram a Vila Setembrina.
Viamão e Triunfo passaram a formar a Comarca Abrilina. Na Vila Setembrina, os revoltosos reuniam as forças na contra-ofensiva dos ataques do governo imperial. A falta de efetivos para participar dos combates na Campanha gaúcha e a pressão dos exércitos legalistas fez Bento Gonçalves tomar a decisão de retirar-se de Viamão em 5 de Janeiro de 1841. O alinhamento da população nas fileiras farroupilhas era tão forte que a reconquista definitiva só ocorreu em 10 de maio. Daquela data em diante, a cidade que um dia foi capital voltou a ser vila.
Açorianos passaram antes por Viamão
A tentativa de povoar a Capitania de Rio Grande de São Pedro com casais açorianos passou duas vezes por Viamão. Uma delas com a chegada da primeira leva de famílias em Itapuã, o primeiro Porto dos Casais. Outra, com a fundação da Colônia de Santana de Morro Grande. Nos arredores da ponta de terra situada na confluência da Lagoa dos Patos e do Rio Guaíba, as autoridades demarcaram e assentaram 60 casais que mais tarde abandonariam a área. Com a mudança da sede administrativa, a região deixou de ser páreo para a Freguesia de Nossa Madre de Deus, nome original de Porto Alegre.
Com a assinatura do Tratado de Madrid em 1750, dom João V precisava criar núcleos urbanos no sul do Brasil-Colônia sob pena de perder território para a coroa espanhola. Aproveitou o excesso de população no Arquipélago dos Açores - e a crença de que as ilhas poderiam afundar com o peso - para selecionar os voluntários.
A partir de 1748, os açorianos começaram a chegar ao Novo Mundo, sempre em número de 60 casais. Uma primeira leva chegou à vila de Rio Grande logo no segundo ano. Os pioneiros deveriam ocupar os Sete Povos das Missões. O objetivo ficou na intenção. Revoltados e confusos com a nova situação, os guaranis se recusavam a abandonar as reduções.
Era um problema duplo. De um lado, os índios.Em Rio Grande, a ocupação espanhola. Para consertar o estrago, os colonizadores deveriam subir a lagoa que os primeiros povoadores chamaram de Rio Grande. Desembarcaram no Porto de Itapuã, principal terminal de navegação fluvial e lacustre da Capitania. Três anos mais tarde, acabaram se fixando mais ao norte do Rio Guaíba nas terras da antiga sesmaria de Jerônimo de Ornellas.
Quase duas décadas depois, era a vez de Viamão ser contemplada com imigrantes. Em 1769, nascia a Colônia de Santana de Morro Grande. A demarcação da área, próxima a Itapuã, ocorreu em 1770. Tudo parecia correr bem. A colônia ganhou uma paróquia em dois anos. Mas em 1773 veio o desastre. A sede do governo passou para Porto dos Casais. Não demorou para que os lotes de Morro Grande fossem vendidos ou mesmo largados a Deus-dará pelos açorianos.
A Posição Estratégica de Itapuã
O território mais extremo de Viamão, que separa a Lagoa dos patos do Rio Guaíba, sempre teve papel de destaque na formação do Rio Grande do Sul. Formada por Itapuã e pela Ilha do Junco, a posição estratégica deste "esôfago" recebia atenção especial de quem quer que pretendesse dominar a entrada do estuário. No final do século 17, os jesuítas se estenderam pelo Rio Jacuí. Em busca das ervas nativas e do gado chimarrão espalhado pelos campos, chegaram a um morro de Itapuã, onde ergueram um forte. naquela época, a preocupação eram os bandeirantes, que vinham em busca de índios para vender como escravos nas feiras de São Paulo e das Gerais. Meio século depois, a invasão castelhana comandada por Pedro de Cevallos fez com que as posições se invertessem. Desta vez seriam os portugueses que ocupariam a Ilha do Junco. Temerosos de que a tomada da vila de Rio Grande desencadeasse a sede de conquista da coroa espanhola, construíram uma fortaleza na outra parede do "esôfago". O prognóstico não se confirmou. somente a partir da Revolução Farroupilha, os fortes de Itapuã passaram a ser usados efetivamente no controle da navegação.
Auguste de Saint-Hilaire
Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), naturalista francês, faz parte daquele grupo fascinante de cientistas que transformaram o mundo em seu laboratório. Estudioso da Botânica, sua obra ficou eternizada no nome científico das muitas espécies que descobriu e descreveu. Não seria errado dizer que ele dedicou a vida às plantas e ao Brasil, onde chegou com 37 anos, viajou durante mais de 6 anos e recolheu uma coleção fabulosa: 30 mil exemplares de plantas de 7 mil espécies, das quais 4.500 até então desconhecidas. O estudo desse acervo foi a razão de sua vida depois que voltou à França.
Biografia:
Origens do Rio Grande - Encarte CEEE
Mais Detalhes da Historia de Viamão (Extraido da Wikipedia)
No século XVIII a região do atual estado do Rio Grande do Sul deixou de ser uma zona de passagem entre Laguna e a Colônia do Sacramento (atual cidade de Colônia no Uruguai). Vários colonizadores se fixaram nas terras propícias à pecuária e ao plantio.
No ano de 1725, Cosme da Silveira, filho de António Silveira de Ávila, natural do Concelho da Calheta, ilha de São Jorge, Açores, Portugal Capitão-mor
da referida localidade da Calheta, na ilha de São Jorge, foi integrante
da frota de João de Magalhães nomeado capitão pelo seu sogro Francisco de Brito Peixoto.
Se localizou nas cercanias do atual município de Viamão. Outro marco
foi a chegada e fixação de residência de Francisco Carvalho da Cunha,
em 1741, no sítio Estância Grande, onde foi erguida a capela da Nossa Senhora da Conceição.
Matriz de N. S. da Conceição
A partir dos primeiros colonizadores, a chegada dos açorianos deram o impulso definitivo no povoamento da região. Em 1747 foi elevada à categoria de freguesia. Com a invasão castelhana de 1766 houve a necessidade da instalação da sede do governo da capitania.
Viamão se conservou sede do governo até 1773. Nesta época, a sede foi
transferida para Porto dos Casais (atual Porto Alegre). No ano de 1880 separa-se de Porto Alegre para tornar-se sede do município.
Em 1889, com o advento da República e a dissolução das Câmaras
Municipais como sede do poder executivo local (municipal), é eleito seu
primeiro prefeito, o Tenente-Coronel Tristão José de Fraga, que
anteriormente já era o presidente da supracitada Câmara Municipal. Seu
segundo prefeito será o Coronel Felisberto Luiz de Barcellos.
A importância econômica da região, por ser sede das primeiras
estâncias de criação de gado, originou-se daí o comércio e transporte
da carne de gado (charque) e couro para Laguna e São Paulo.
As três rotas comerciais da época iniciavam-se onde é hoje o município
de Viamão, conhecida como o Caminho do Viamão. A principal delas, a Estrada Real, saía dali e passava por Vacaria, Lages, Curitibanos, Papanduva, Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaiva, Itararé, chegando a Sorocaba. Outra rota era através do litoral até Laguna.
A origem provável do nome Viamão é controversa, a versão mais comum
é de que a partir dos morros da região é possível se avistar o rio Guaíba e seus cinco rios afluentes: Jacuí, Caí, Gravataí, Taquari e rio dos Sinos, que formam uma mão aberta. Daí a frase: "Vi a mão".
Mais Detalhes da Historia de Viamão (Extraido do Site da Prefeitura de Viamão)
No século XVIII o território do atual Rio Grande
do Sul já deixara de ser apenas uma zona de passagem
entre Laguna e Colônia do Sacramento. A riqueza de seus
campos já fizera com que colonizadores aqui se fixassem.
E entre esses, inclusive um dos integrantes da frota de João
de Magalhães, Cosme da Silveira, que já em 1725
se teria localizado em terras do atual município de Viamão.
Em 1741, Francisco Carvalho da Cunha estabelece-se nos campos
de Viamão, no sítio chamado Estância Grande,
onde ergueu a capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição.
Com a vinda de elementos açorianos, a quem foram doadas
várias sesmarias, o povoamento recebeu grande impulso.
Elevada à categoria de freguesia em 1747, por ocasião
da invasão castelhana (1766) se instalava nela a sede
do governo da capitania. E em 1880 desmembra-se de Porto Alegre
para tornar-se vila e sede do município. A importância
histórica e social de Viamão iniciou quando foi
sede das primeiras estâncias de criação
de gado. Os grandes rebanhos de gado e cavalos, que existiam
na campanha do Rio do Prata, transitavam por Viamão para
serem comercializados em Laguna (SC).
A partir de 1732, O Rio Grande de São Pedro - como era
conhecido o Rio Grande do Sul - passou a atrair colonizadores
que se radicaram na região de Viamão. O município,
portanto, foi um dos primeiros núcleos de povoamento
do Estado (formado por lagunenses, paulistas, escravos e portugueses).
Só a apartir de 1752 chegaram os primeiros casais de
imigrantes açorianos, que desembarcaram na região
de Itapuã. Esses açorianos são os mesmos
que colonizaram a região dos Porto dos Casais, atual
capital do Estado. Além de Porto Alegre, a população
de Viamão originou cidades como Santo Amaro, Triunfo,
Rio Pardo, Taquari e as cidades do litoral norte. Os habitantes
primitivos foram os índios mbyá-guaranis e kaingangs.
Em 1763, a cidade recebeu o governo do RS, que tinha a sede
na Vila do Rio Grande, e que transferiu devido à invasão
do estado pelos espanhóis. Viamão se conservou
sede do governo até 1773. Nesta época, a sede
foi transferida para Porto dos Casais (atual Porto Alegre).
Viamão também foi palco de operações
militares na época farroupilha. Até hoje, restos
de embarcações farrapas repousam no fundo das
águas do Guaíba, em Itapuã, no canal a
Ilha do Junco e o Morro da Fortaleza.
A origem do nome Viamão é muito controversa. Uma
das versões é a de que, a certa altura do Rio
Guaíba, pode-se avistar cinco afluentes (rios Jacuí,
Caí, Gravataí, Taquari e dos Sinos), que formam
uma mão espalmada. Daí a frase: "Vi a mão".
Conforme alguns, seria originário do nome "ibiamon",
que significa "Terras de Ibias" (pássaros).
Outros afirmam que seria uma passagem entre montes, o que chamavam
de via-monte. E existe ainda o relato de que teria como origem
o antigo nome da província de Guimarães, em Portugal:
Viamara.
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