Em
relação ao ensino religioso atualmente inserido nas escolas municipais
de Viamão, comvém lembrar que a Constituição republicana declarou que
"nenhum culto ou igreja teria relações de dependência ou aliança com o
governo da União ou o dos Estados."
A secularização completa da escola
foi, por certo, um consetário desta separação. De então por diante, não
se deveria mais ensinar na escola, mantida pelo poder público, os
dogmas de uma religião particular, o que importaria dar-lhe preferência
às outras.
Se, porém, o ensino religioso dogmático deixou de fazer
parte integrante do programa da escola, não se segue que dela tenha
sido excluído o ensino das duas transcendentes verdades comuns a todas
as religiões, e das quais uma é a base, e a outra a sanção da moral
universal, a saber: a existência de Deus e a imortalidade da alma. É
assim que entendem o ensino leigo países liberais que o têm adotado,
nomeadamente a Holanda e os Estados Unidos.
Todavia, o ensino leigo, como a
República o interpreta e aplica, de acordo com os que proscrevem dos
domínios da ciência o sobrenatural, e preconizam a moral independente,
é o ensino sem a noção de Deus e dos deveres do homem para com Deus; é
o ensino que inculca ao espírito das crianças e dos jovens, que o
recebem, a indiferença religiosa, ou a incredulidade. "Dos Estados
Unidos copiamos, diz um honrado publicista da República, tudo o que as
nossas instituições consagram, mas, por fatalidade ou capricho,
eliminamos quanto lá existe em sinal de reverência e amor para com Deus.
Por
consequencia, hoje existem duas vertentes que ora pendem para um lado,
ora para outro. Se por um lado o ensino religioso traz uma boa formação
(teoricamente), para as crianças, por outro lado mostra um mundo
totalmente as avezes da realidade. Caberia então ao educador, tanto em
escolas publicas como as particulares em especial (Maristas,
Adventistas etc), terem um razoável bom senso no que concede ao ensino
cientifico. E preciso ter em mente que ensinar algo dentro da escola
que só terá valor dentro da cabeça delas não é muito pratico.
Um
dia destes, conversando com uma de minhas alunas de teclado, ela me
disse que não acreditava na evolução descrita por Charles Darwin mas
que no vestibular teria que explica-la, mesmo negando a versão biblica.
Perguntei então se ela mentiria nas provas, em escrever algo em que ela
não acreditava o que me respondeu prontamente que a verdade e a mentira
são apenas pontos de vistas, e estariam num plano relativo, tão incerto
como a Teoria da Relatividade.
Tomei mais um gole de café e continuei ensinando a "Jesus, Alegria dos Homens - de Johan Sebastian Bach"...
Postado por
viko rezende
às
Quinta-feira, Julho 03, 2008
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