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É mais um programa que passa aos seus telespectadores o
objetivo de dominação capitalista onde “os fins justificam os meios.“
Assim com o
BBB global a rede Record de TV apresenta pela quinta vezes esse programa que
isola, desta vez, 16 participantes em luxuoso hotel paulista dividindo-os em
dois grupos que competem entre sim.
Ao grupo
ganhador um grandioso prêmio que nunca aqueles participantes irão ter condições
de usufruir, mesmo sendo “sócio de Roberto Justos” e aos perdedores o martírio
da “sala de reuniões” onde o apresentador e seus “conselheiros” destroçam os
participantes como pessoas e jogando-os um contra o outro numa nítida disputa
pelo poder, doa a quem doer.
Mas,
segundo o próprio Roberto Justos, dentro da ética. Antes de falar em nisso,
vamos ver que é Justos?
Roberto Luiz Justus, (30 de abril de 1955 ) nascido em SP, é
um publicitário e empresário brasileiro. Filho de imigrantes judeus hungáros, é
formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzi de São Paulo. Foi casado três vezes. A
união mais famosa foi com a apresentadora Adriane Galisteu, em 1998. A relação
durou apenas oito meses. Também foi noivo da apresentadora Eliana. É atualmente
casado com a modelo e atriz Ticiane Pinheiro (filha da Garota de Ipanema Helô
Pinheiro).
Roberto Justus está entre os
principais administradores de agencia de publicidade do Brasil. Empreendedor
nato, iniciou sua carreira na área em 1981, quando fundou a Fischer, Justos
Comunicações. Depois de 18 anos, deixou a sociedade para iniciar um novo
desafio, a Newcomm Comunicação, hoje Grupo Newcomm. Em 23 anos, sempre à frente
de agências que produziram campanhas memoráveis, revelou inúmeros talentos
criativos e entrou para a história da publicidade brasileira, que hoje desfruta
grande respeito internacional. (Fonte WiKipédia)
Personagem
perfeita para apresentar um programa deste perfil que atribui como sendo ético
as pessoas abdicar de seus sentimentos e valores morais e éticos onde o
objetivo principal é o de ganhar 2 milhões de reais e ser sócio deste
empresário que representa muito bem o papel de como é ser um capitalista. Ao
iniciar cada programa a frase de chamada é: “Quem eu vou demitir hoje?”
Apesar de
vivermos ou sobrevivermos em uma sociedade que ninguém respeita o seu próximo,
onde todos os muros foram literalmente derrubados, onde não há mais fronteiras
com o advento da internet e da globalização econômica onde os grandes subjugam
os pequenos assistirmos um programa desse estilo nos faz pensar que algo necessita
mudar urgentemente.
Mas, nem
tudo esta perdido, pois duas participantes negaram-se a continuar participando
do “realyt show”. Uma porque não suportou a saudades de seu filho recentemente
nascido e outra por não concordar com os critérios de escolha utilizados pelo Senhor
Justos no qual o mesmo demitiu uma colega de grupo sua em vez de outro
participante que em sua avaliação é uma pessoa machista, sem ética,
autoritário, centralizador e nem um pouco humilde.
E Suzana,
disse ao Senhor Justos, mais ou menos assim: “Se é esse o perfil de sócio que o
Senhor quer, não quero ser sua sócia”. Mulher de fibra a meu ver, pois ela não
seria demitida, mas mesmo assim se demitiu deixando o onipotente empresário
muito bravo que neste momento deixou cair mais uma de suas várias mascaras; a
da raiva, a da maldade por não suportar tal insubordinação de uma simples
participante.
Infelizmente
sobrevivemos em tempos do tudo pode, mas ainda acredito que mais vale os meus
princípios do que esse “vale tudo” imposto por programações como essa onde
tratam pessoas como maquinas que para ganhar pode até ir contra o maior dos
sentimentos que é o amor.
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